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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

RELIGIÂO NÂO É COMERCIO


Um dos maiores problemas em todas as religiões é como manter seus templos e seus sacerdotes!

Dois tipos de religião são duramente criticados atualmente em nosso tempo: as igrejas pentecostais e os terreiros! Por qual razão? Porque os gastos e as ofertas são exorbitantes.

O mais curioso é que o ex-adepto da umbanda ou nação que foge de algumas casas que fazem da religião um comércio, quando vai para a Igreja deixa lá a mesma fortuna que deixava em alguns terreiros.

Evidente que os sacerdotes das religiões precisam se sustentar, manter sua vida, sua família, mas será que realmente estão sendo justos naquilo que cobram? Na maioria dos casos não.

É um verdadeiro assalto a mão armada o que pedem pelos seus serviços.
observem e pesquisem com outros se os valores cobrados estão dentro da normalidade ou são um absurdo. A maioria não pesquisa antes e sempre concede o que lhes pedem.

Não estou defendendo este tipo de comércio! Mas se há quem cobre há quem pague. Se não existissem clientes e filhos "fora da realidade" os zeladores também não cobrariam estes absurdos. Cada um tem o Pai de Santo que merece!!! Porque ele cobra e você paga!

Não vou generalizar. Muitos zeladores da religião TRABALHAM FORA, HONESTAMENTE. NÃO VIVEM DA RELIGIÃO. NÃO VIVEM DA EXPLORAÇÃO ALHEIA, mas temos que pensar antes de realmente decidir se queremos aquela casa ou não para zelar por nosso Orixá.

CLIENTES E FILHOS SEM VERGONHA também existem!!! Os pais de santo fazem de tudo pra ajudar e eles nunca pagam o justo pelo serviço recebido.

A questão é entender que religião e NÃO É COMERCIO.

Se o cliente vai para aquela casa de santo precisando de ajuda para seus problemas, movido por interesse sério, justo, necessário, tentando receber LUZ para seus problemas pessoais é importante que O CLIENTE se preocupe que aquela casa tem despesas com LUZ, ÁGUA, GAZ, LIMPEZA, etc... e que o Zelador ou Zeladora também tem suas despesas pessoais, como roupa, higiene, alimentação e sobretudo o tempo que ele ali dispensa para o Jogo ou o atendimento.

Por outro lado, se o Zelador ou Zeladora, reconhece que o cliente ou filho de santo também trabalha duro, é honesto, tem problemas como todo mundo e sobretudo tem FÉ ele deve ser responsável por ajudar, dentro do possível.

Com DIÁLOGO E BOA VONTADE CLIENTES E ZELADORES conseguirão chegar a um consenso de ajuda necessária para ambas as partes.

RELIGIÃO NÃO É COMÉRCIO, NEM FINANCEIRA, NEM BANCO. NÃO É LUGAR PRA GENTE DESOCUPADA E TRAPACEIRA.

"Dar o melhor que PUDER aos Orixás"...

Fiquei muito feliz com a resposta!

O X da questão está exatamente nisso! Nem sempre "o melhor" que nos pedem é o que podemos ofertar. Nem sempre "o melhor" (e mais caro) é o que o Orixá nos pede - mas sem duvida alguma, se dermos o melhor dentro de nossas POSSIBILIDADES o Orixá ficará feliz.

Um amigo me disse hoje, que na outra casa de onde ele veio, cobraram-lhe 2.700 REAIS para fazer uma determinada obrigação - e ele estando em dificuldades financeiras graves!

Que falta de consciência é essa, desse zelador, que cobra isso de um filho que não tem?
É o que sempre digo, adianta dar um BOI ao Orixá sem poder? Para ficar endividado? Sem ter comida em casa para alimentar sua família? Ou mesmo dar um cabrito? Um quatro pés?

Orixá pede isso? Onde? Quem disse? Quem prova? Por qual razão?
EXÚ COME DE TUDO. COME TUDO O QUE A BOCA COME...
E eu vou pedir 5 MIL REAIS a uma pessoa, com a desculpa de dar uma "Obrigação"?

Então a lição que os Orixás me mostraram no dia de hoje é que devemos dar, de coração, de mão e coração abertos, aquilo que nós podemos realmente dar, nem a mais, nem a menos. Nem que nos vá fazer falta depois para nossa sobrevivência.

Lembro que quando DEUS quer, até vela e copo d´água é remédio! - (sabedoria popular).

Que tal oferecer um cesto de frutas? Símbolo de riqueza e prosperidade na sabedoria dos Orixás?
Tenho certeza absoluta - de que - se dermos o que está a nosso alcance, a prosperidade nos abraçará. Afinal de contas, não somos como os CRENTES de uma determinada Igreja que temos a "Teologia da Prosperidade" a dizer que temos que barganhar com Deus, dando muito, para receber muito.

Ou somos esses crentes?

Meus respeitos.

A LUA



Tenho fases, como a lua...
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm, no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,o outro desapareceu...
Almas Gêmeas: O lado escuro da lua


O assunto Almas Gêmeas vem sendo tratado de maneira muito superficial e quase sempre cercado de romantismo excessivo. Muito já foi escrito e dito sobre o mesmo, mas, sinceramente, nada ainda foi dito que o coloque na dimensão que ele, necessariamente, precisa estar na vida das pessoas e da humanidade. Existem, também, grupos "esotéricos e espiritualistas" que o desqualificam e aconselham a seus membros que não percam tempo com o mesmo. Muitos o consideram como o assunto preferido de pessoas vazias, incultas ou mal amadas. Eu, sinceramente, penso diferente. Acho este assunto muito sério e que precisa assumir importância cada vez maior no mundo. Digo mais: a necessidade de um amor pessoal completo, pleno e feliz habita, não só o meu, mas o coração de todos os humanos. Encontrar este amor é a fonte suprema da felicidade e da plena realização no mundo. Encontrar este amor é encontrar a paz suprema, o cessar de todas as buscas, competições e estados negativos. Quem encontra este amor, encontra a vida e a plenitude. Enxerga o lado "escuro da Lua" e percebe que, há milênios, anda pelo mundo carregando apenas um pedaço de si.

É claro que não é possível apenas num breve artigo discorrer sobre Almas Gêmeas. Confesso que a grandiosidade deste tema assusta muito. Depois de muito relutar resolvi que, se tenho que fazer um trabalho que possa ajudar as pessoas, este é um dos trabalhos que vou fazer. Passar um pouco do que sei sobre Almas Gêmeas e sobre as várias faces do "amor pessoal". Meditar com as pessoas sobre a complexidade deste tema. Não esperem, entretanto, que aqui seja dada fórmulas mágicas para se possa descobrir a Alma Gêmea e que trate este assunto de forma romântica e simplista. É um tema muito sério e que envolve muito mais que apenas o relacionamento amoroso entre duas pessoas. Está relacionado à Magia do Universo e à verdadeira e incessante busca que todos fazem vida após vida, mesmo que conscientemente não se dêem conta.

Este pequeno artigo foi escrito apenas para abrir esta nova seção sobre Almas Gêmeas. Em artigos, escritos quando a disponibilidade de tempo permitir, disponibilizaremos mais informações para serem meditadas.

Nestes artigos ou pequenos contos, que não seguirão uma cronologia definida, aspectos relacionados a encontros, desencontros, dificuldade de percepção, provações, tragédias e conceituações, relacionados às Almas Gêmeas, serão disponibilizados.

Muitos me perguntarão se já encontrei minha Alma Gêmea. Não, nesta vida ainda não a encontrei, mas a sinto-a cada vez mais próxima. Sei apenas que breve ela estará comigo para que posaamos realizar o trabalho que não cabe apenas a mim fazer. Nesta vida ou no futuro? Pouco importa.

Pode ser que, lendo estes artigos, você possa ter elementos para reconhecer mais fácilmente sua Alma Gêmea. Pode ser, também, que descubra que não é simples dizer ou ouvir de qualquer um: "Você é minha Alma Gêmea".
As 7 linhas da Umbanda



07(sete) Linhas de Umbanda
A Umbanda se divide em 07(sete) linhas que são assim classificadas:

1ª Linha de Oxalá ou Linha de Santo
- Nesta linha as falanges são de Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa Rita, Santa Catarina, Santo Expedito e São Francisco de Assis. Esta linha é responsável por desmanchar os trabalhos de magia.

2ª Linha de Yemanjá
- Tem falanges das sereias que tem por chefe Oxum. Ainda nessa linha temos a falange das ondinas chefiada por Nanã; falange das caboclas do mar; Indaiá da falange dos Rios; Yara dos marinheiros e Tarimã das Calugas-Caluguinha da Estrela-guia.

3ª Linha do Oriente
- Subdividida pelas falanges do Hindus, dos médicos, dos árabes, chineses, oriente, romanos e outra raças européias.

4ª Linha de Oxossy
- Dividida nas falanges de Urubatão, Arariboia, Caboclo das 7 Encruzilhadas, Águia Branca e muitos outros índios chefes falangeiros que protegem contra magia, dão passes e ensinam o uso das plantas medicinais.

5ª Linha de Xangô
- Dividida nas seguintes falanges: falange de Yansã, do Caboclo do Sol, Caboclo da Lua, Caboclo da Pedra Branca, Caboclo do Vento e Caboclo Treme-Terra.

6ª Linha de Ogun
- Dividida nas falanges de Ogun Beira-Mar, Ogun Iara, Ogun Megê, Ogun Naruê, Ogun Rompe-Mato, esta linha protege os filhos contra as brigas, lutas e demandas.

7ª Linha Africana
- Dividida nas falanges do Povo da Costa, Pai Francisco, Povo do Congo, Povo de Angola, Povo de Luanda, Povo de Cabinda e Povo de Guiné, eles prestam caridades e orientam os fiéis para a prática do bem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

caros irmão de fé
voltando ao assunto de Umbanda gostaria que meditassem sobre o abaixo exposto e dessem suas considerações
O que representa a Umbanda na vida das pessoas?

A Umbanda sempre me leva a grandes reflexões e a um turbilhão de sentimentos. Algumas indagações e sentidos sempre rondam meus pensamentos, assim como, acredito, o de muitas outras pessoas.
O que representa a Umbanda na vida das pessoas? Será que a Umbanda representa Desejos, Necessidades, Trocas ou O querer a qualquer custo? Será que representa somente incorporar ou ‘meu Guia sabe tudo’? Será que representa a inconsciência mediúnica caracterizando o médium como uma marionete? Ou, pior, um ser sem possibilidade, força e equilíbrio mental e espiritual para controlar seus impulsos, vícios e vaidades, além de não sustentar a ação de uma Força Superior dominando suas ações?
E como será que a Umbanda está sendo praticada? Será que a Umbanda está sendo praticada somente no dia de gira? Aliás, abençoada a casa que hoje, depois de cem anos, abre seus trabalhos regularmente e semanalmente ensinando e doutrinando seus médiuns e consulentes, deixando de lado a preguiça e o estímulo aos milagres
Será que, ainda hoje, a Lei de Salva é praticada na Umbanda? Será que ainda temos médiuns e pais-de-santo afirmando que um trabalho espiritual é um ‘ Trabalho’, portanto deve ser cobrado? Será que a política deve ser estimulada dentro da religião como sendo imprescindível para sermos respeitados e como a salvação de nossos direitos?
São tantos ‘serás’ que chego à conclusão de que falta muito para nos considerarmos verdadeiramente umbandistas, afinal a Umbanda vem sendo tão mal trabalhada, praticada e entendida que muito me entristece. Muitos já não sabem ‘o que é’ e ‘o que não é’ Umbanda, ninguém mais sabe ‘o que está certo’ e ‘o que está errado’ dentro da liturgia umbandista e da religião, não se tem mais uma ‘Linha’ a seguir, as ‘invenções’ e ‘criações’ não param de surgir e são, muitas vezes, totalmente desnecessárias, chegando à beira do ridículo.
É inacreditável, mas muitos ainda não sabem que a Umbanda é uma Religião e muito menos conhecem sobre sua doutrina, ritos, rituais e cultura, não sabem argumentar, explicar, defender a sua própria crença, não sabem diferenciar Umbanda de Candomblé ou Quimbanda e outros ainda a tratam como espiritismo ou Umbanda Branca como se houvesse Umbanda Preta, Vermelha, Azul…
E o modo de ver é que: ‘se incorporou, então é Umbanda’ ou ainda, ‘para soluções rápidas e milagrosas, vá à Umbanda’, consequentemente ela é tratada como fenômeno mediúnico apenas, como momento de êxtase ou pronto-socorro.
Estão esquecendo como surgiu a Nossa Religião e para que veio, estão esquecendo as palavras do querido Caboclo das Sete Encruzilhadas dizendo que a Umbanda seria uma religião sem preconceitos e que a humildade seria o prisma da Umbanda, que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados.
Estão esquecendo os avisos do Caboclo : “a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; da médium mulher é o consulente homem”.
E complementa: “É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar”.
Estão esquecendo que a Umbanda como Religião veio sustentada pelo Astral Superior para nos levar a um auto-conhecimento, a uma interiorização e evolução espiritual, conhecendo nossos desequilíbrios e modificando-os, ou seja, uma religião que exige a tão conhecida, porém tão pouco praticada REFORMA ÍNTIMA.
A Umbanda é uma religião tão Divina e significativa que é a única religião que necessita do HOMEM e de seu ÍNTIMO como sendo o centro de tudo, ou seja, se o médium for Bom, sua Umbanda será Boa e Bem praticada, porém se o médium for vaidoso, só pensar em dinheiro, ostentar o poder e a ignorância, a Umbanda refletirá esses aspectos e, infelizmente, é isso que vemos hoje dentro da Umbanda. Percebam que a vida particular de um padre, por exemplo, não reflete em sua religião ou no momento em que está realizando a missa, o mesmo acontece com outras religiões.
Portanto, vale a pena refletir: será que aquele médium que briga durante a semana inteira, reclama, xinga e fala mal de todos e tudo constantemente, bebe, se droga, ostenta o poder, trapaceia, tem a capacidade ou a afinidade de, no dia da gira, incorporar uma Entidade de padrão vibracional elevado? Claro que não! Portanto se quisermos ter uma Boa Umbanda temos que ser Bons médiuns, temos que praticar a religiosidade e a reforma íntima todos os dias da semana.
Percebam como a Umbanda é extremamente Poderosa e Divina! Ela é a única que envolve todas as outras religiões e doutrinas, ela é a única que aceita e alcança qualquer espírito, ela é a única que proporciona a verdadeira evolução do espírito, é a possibilidade de se resgatar as dívidas do passado, ela é a única que proporciona o “Fazer de novo Fazendo Diferente” e quando conseguimos isso rasgamos nossas promissórias do passado e o mais divino é que proporcionamos isso também aos Guias Espirituais, pois quando os intermediamos damos a oportunidade deles também resgatarem seus carmas e praticarem a sua evolução
Umbanda é sentir o coração bater forte com o grito do Caboclo.
É deixar as lágrimas rolarem aos pés do Preto-velho.
É perceber o corpo arrepiando ao repique da curimba na chegada de Ogum.
Umbanda é emoção, é vida, é mudança de atitude e de valores.
Umbanda é Paz de espírito, é Liberdade, Superação e Convicção.
Umbanda é Fazer de novo fazendo Diferente.
Umbanda é caridade pura e simples
Umbanda é coisa séria, para gente séria!
Muito Axé e um final de semana de reflexões a todos!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Zé Pelintra por ele mesmo

!


Mensagem recebida por marcelo
Muitos me chamam de malandro, aproveitador, enganador até de exu sou chamado! Éééé!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na "boca dos mortos" o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida realmente somos.
Mas como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a minha palavra para "fechar" um pouco a boca daqueles que muito falam da Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito pouco de nós.
Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria "menos informados e preparados em sua fé"!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas nas próximas linhas "camarada" vou lhe mostrar o "outro lado da moeda".
Um verdadeiro malandro sabe:
Driblar os obstáculos que a vida lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem começo e fim inclui aí também a nossa passagem neste mundo, suas dores não são eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, ele já nasce na face, mas sorrir e ter fé quando as coisas andam meio "de lado" é só para quem tem ginga.
Malandragem não é se julgar coitado esquecido de Deus e dos Orixás, é mexer-se, fazer a diferença, ir a luta. Tombo meninada foi feito para se levantar e continuar adiante e ficar esperto onde "se coloca o pé", pois tem muito "malandro pisando em cova" em trocadilhos, "tem muita gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir" e consciente.
Malandragem é saber seu limite, onde se deve parar e não querer mostrar para os outros o que não é e o que não se tem. Deus minha gente criou todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem "jeitinho", tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais de aprender a viver e ganhar maturidade. "Só ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na primeira série"
Muitos me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro pelo preconceito vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma verdade que nem ele mesmo conhece.
Muitos falam de meu punhal, mas cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e fora de seus lares e o meu punhal "malandro" só corta demanda.
Na minha imagem "figura" o branco simboliza como dever ser nosso interior, ou seja, LIMPO!
Minhas mãos juntas simbolizam a fé que de Aruanda infelizmente vemos poucos "aqui em baixo" praticá-la em qualquer credo.
O livro em meus pés significa que para crescer é preciso conhecer-se a si próprio.
O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade a alegria que todo bom "malandro" deve ter para encarar os problemas que ele mesmo cria em sua vida.
Muitos falam, poucos conhecem! Muitos julgam poucos compreendem! E assim caminha a nossa Umbanda esclarecendo e lutando para com muita "malandragem" e muita ginga ganhar seu espaço.
Santa figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar...

"Sou santo ou demônio?
Justo ou pecador?
Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA
Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor"
...Seu Zé Pelintra quando vem
Ele traz a sua magia
Para salvar todos seus filhos e retirar feitiçaria...
Saravá malandragem
José Pelintra do Morro Grande
Cigana Maria Rosa




A Maria Rosa, é sensível, se apresenta ligada às artes e à beleza, e uma de suas especialidades é trabalhar com aromas.
Já tem o nome de flor (Rosa) porque adora perfumes e aprecia a beleza e a harmonia.
A responsabilidade de Maria Rosa é levar até Luciana as informações referentes ao plano espiritual para que ela possa sempre manter seu elo com o cosmos sem se deixar levar pela vaidade ou ganância, uma vez que dotada de qualidades para pensar só em si mesma, ela possa em alguns momentos, se trancar em si mesma e esquecer de praticar a caridade ao próximo.
Podemos então deduzir que, os mentores são espíritos responsáveis pelo equilíbrio energético de cada um, por isso uma pessoa pode ter só um, outro terá vários, porque de acordo com cada ponto a ser tratado, muitas vezes será necessário espíritos com perfis diferentes e especializados em cada situação para ajudar a pessoa a conseguir trilhar sua evolução.
E claro, desde que, com a anuência divina (seu pedido sempre é atendido por Deus).
Uma Mensagem de Rosa Maria - Cigana do Oriente
"Queridos ciganos, Rosa María fala-lhes.
Sentem-se estranhos e mau compreendidos e sem que os entendam.
Quero dizer-lhes que nós, ciganos espirituais, estamos atentos a suas preocupações e dores na Terra.
Contem com nossa ajuda e Amor Incondicional.
Tenho observado alguns ciganos sentem-se desagradados com sua situação atual e com o meio que os rodeia.
Sentem-se como se estivessem fora desse meio, como se não pertencessem a ele.
Querem sair desta situação e fazem todo o possível neste sentido.
Usam ferramentas espirituais ensinadas em reuniões com ciganos e com outros seres de Luz.
Observo que continua o sentimento de frustração e de decepção porque não conseguem a meta que desejam.
Quero dizer-lhes a vocês ciganos, que não se preocupem. Pode ter certas coisas que deveriam saber:
1.- Às vezes sua alma precisa experienciar esta situação, até aprender e evoluir.
2.-Às vezes é um registro interno de sentir-se não merecedores de algo melhor, e vocês mesmos se põem resistências inconscientes para melhorar.
No primeiro caso, observem se sua alma já aprendeu a lição que tinha que aprender.
Neste caso, já não há mais necessidade de manter o meio ou a situação que lhes causa dor.
No segundo caso, precisarão de forma urgente limpar uma memória, em que vocês criaram a ideia de que não são suficientemente bons, ou de que não merecem algo melhor.
Desta forma terão que trabalhar as crenças, sejam concientes ou inconcientes, para que o bloqueio de energia se desfaça e possam continuar o caminho de seu Plano Divino.
Fluem livre e amorosamente para o objetivo que desejam atingir e sua alma vibrará em Alegria e Paz.
Se sentirão plenos e a nada nem ninguém culparão por sua falta de evolução e por se sentir frustrados. Terá Amor em seus corações ,e será transmitido este amor através de vocês.
Ciganos queridos, tenham ânimo e esperança de uma mudança, porque todo o poder está dentro de vocês.
Comecem esta mudança aqui e agora.
Nos veremos logo!
A Carroza protege-os.
Que Santa Sara lhes estenda seu manto Sagrado.
Com Amor.
Rosa Maria, Gitana de Oriente.
Reunião espiritual, Rio de janeiro, 09-08-09. Canalizado por Mónica U. Ytyer.

Oração para a Cigana Maria Rosa
És uma linda flor que desabrocha no amanhecer, és um espírito de luz.
És a lua que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.
És o espírito que nos dá força para superarmos todos os nossos obstáculos.
És a estrela brilhante que ilumina nossas vidas neste planeta Terra.
És um espírito maravilhoso que à noite vigia nossos sonhos, impedindo a aproximação de espíritos maléficos. Cigana Maria Rosa, com tuas fitas coloridas, estás sempre transmitindo a força do arco-íris.
Sempre que o aflito te invocar, possas transmitir-lhe a energia da paz, da harmonia e da consolação.
Que, ao olhar a chama de uma vela, possamos sentir a tua presença.
Que, ao tocar um cristal, possamos sentir a tua energia positiva.
Que, ao sentir o aroma de violetas, possamos sentir que estás nos confortando.
Cigana Maria Rosa, cobre-nos com tua saia colorida, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.
Cigana encantada, que nesta hora possamos sentir segurança, paz e felicidade.
Com teu encanto, encanta coisas boas para que os nossos caminhos não tenham obstáculos.
Desencanta todas as perturbações que existam nos lares, Cigana, cura aqueles que estejam doentes do espírito, da alma, da matéria,
Com o poder do Pai-Sol,
Com o poder da Mãe-Terra,
Nós te pedimos que nossos pedidos sejam atendidos.
Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os espíritos ciganos que viveram e sofreram nesta Terra, nesta corrente de fé, Cigana Maria Rosa.
Salve o Povo Cigano.


OS CIGANOS E A UMBANDA DIVINA

Os ciganos e a espiritualidade
CIGANOS NA UMBANDA
“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos O cigano me falou Seus caminhos estão abertos Na saúde, na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”
Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.
O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.
Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.
Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.
O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.
É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.
Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.
Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal.
Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.
E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.
Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.
Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.
Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.
Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.
Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Besouro - Herói Nasce Um

Filme: Besouro

Besouro -
 Herói
 Nasce Um

Besouro é o nome do maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão.


Um Mito, Um Super-Herói.


Curiosidades

- Inspirado em fatos reais. E baseado no livro "Feijoada no paraíso", de Marco Carvalho.

- O besouro é um inseto que, por suas características, não deveria voar, mas voa.

- E Besouro também é o nome do maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão. Um mito, um super-herói.

- Locação na Chapada Diamantina e no Recôncavo Baiano.

- A equipe aquática - formada pelo diretor de fotografia e mergulhador Rodrigo Monte, pelo assistente de câmera Lula Cerri e pelo técnico em equipamentos subaquáticos Pedro Gonçalves.

- A atriz paulista Adriana Alves, que interpreta Oxum, o Orixá dos rios e cachoeiras, até as filmagens de Besouro, mal sabia nadar.

- O ator, coreógrafo e consultor de cultura afro Zebrinha, estudioso da mitologia afro, ajudou na pesquisa para a criacao dos personagens do filme. Ele gostou tanto do projeto que acabou aceitando viver um dos Orixás do filme.

- A diretora Kátia Lund, que faz o making of de Besouro e um documentário sobre as lendas em torno do protagonista.

- O trabalho de alteração das fachadas das casas de Igatu, feitas com a ajuda dos próprios moradores. Após as filmagens, o orelhão e postes retirados foram recolocados no lugar. E, desta vez, já respeitando as normas do Iphan para a preservação de patrimônios históricos.

- O jovem capoeirista Ailton Carmo, muito mais conhecido como Coquinho, aluno do Mestre Cascudo, nunca tinha sonhado com a vida de ator. Estava vivendo na Bélgica, onde ganhava a vida como professor da arte que aprendeu ainda criança aqui mesmo, na Chapada Diamantina, onde nasceu e cresceu. Ele passava pelo Brasil por acaso na época dos testes.


- Besouro Mangangá, ou Besouro Cordão de Ouro, era o apelido de capoeira de um baiano de Santo Amaro da Purificação chamado Manoel Henrique Pereira, que viveu entre 1897 e 1924. Filho de João Grosso e Maria Haifa, nunca teve uma profissão certa, mas era muito popular na cidade por suas extraordinárias habilidades na capoeira, que teria aprendido de um tio. O apelido, Besouro, teria vindo da comparação de suas habilidades com a capacidade improvável do besouro de voar apesar de seu pesado exoesqueleto.


Entre as lendas a respeito do mestre, diz-se que ele tinha a capacidade de desaparecer. O que é fato, porém, é que Besouro era conhecido por ter “corpo fechado” (expressão usada no Candomblé para designar pessoas protegidas por alguma de suas entidades) e, principalmente, por não ter um bom relacionamento com a polícia.

Muito menos com os fazendeiros da região do lugarejo de Maracangalha, onde dizem que realizou a maior parte de suas façanhas.

Após sua morte, em 1924, a memória de Besouro passou décadas restrita à comunidade negra e dos capoeiristas. Somente em 2007, uma placa em sua homenagem foi colocada na Santa Casa de Misericórida de Salvador, local onde Besouro faleceu, aos 27 anos.

Há muito poucas publicações sobre a vida de Besouro. Uma delas, o livro “Feijoada no Paraíso - a saga de Besouro, o capoeira”, de Marco Carvalho, inspirou o diretor João Daniel a escrever o roteiro de seu filme. O personagem também é citado no livro em Mar Morto, de Jorge Amado, como “o mais valetnte dos negros do cais de Santo Amaro”.

- Foram exatos 46 dias. Pouco mais de 550 horas de trabalho.


Os Orixás de Besouro

Uma das características mais marcantes de Besouro é a manifestação das forças da natureza ao longo da trajetória do protagonista, através da aparição de Orixás do Candomblé.

IANSÃ: O ORIXÁ DOS VENTOS, RELÂMPAGOS E TEMPESTADES É A DIVINDADE FEMININA MAIS FAMOSA DO CANDOMBLÉ. SEMPRE ASSOCIADA À BELEZA, ELA É VIVIDA NO FILME PELA ATRIZ JESSICA BARBOSA, QUE TAMBÉM INTERPRETA DINORÁ

Durante o processo de autoconhecimento que o transforma num herói de poderes mágicos e corpo fechado, Besouro terá encontros com cinco Orixás.

OXUM: O orixá feminino dos rios e do ouro viverá um belo encontro com Besouro sob as águas da Chapada. A entidade é interpretada pela atriz paulista Adriana Alves. A Condessa da novela Duas Caras não pestanejou em aceitar o papel, mesmo sabendo que ele exigia muito fôlego e horas de espera dentro da água. Também pudera: ela própria é filha de Oxum.

A caracterização de cada um deles talvez seja o ponto alto do trabalho das equipes do maquiador Martin Macias Trujillo e da figurinista Bia Salgado, que os prepararam após extensa pesquisa.

OGUM: O Orixá da guerra, do fogo e da tecnologia zelará pela força de Besouro na luta contra os opressores de seu povo. O coreógrafo Zebrinha, que vive a entidade, é também o consultor de mitologia afro do filme. E - adivinhe - ele é filho de Ogum


A produção de Besouro teve como consultor o coreógrafo baiano Zebrinha, estudioso da mitologia afro.

Ele gostou tanto do projeto que acabou aceitando viver um dos Orixás do filme.

OSSAIM: O Orixá das folhas sagradas, que vive na terra e conhece o segredo de todas as ervas, cuidará para que o corpo de Besouro esteja sempre protegido. Vivido pelo ator e cantor mineiro Sérgio Pererê, Ossaim tem uma das caracterizações mais impactantes do filme: o corpo todo coberto de lama de verdade, misturada com farinha
EXU: O guardião dos templos e das encruzilhadas; o abridor de caminhos; o mensageiro divino dos oráculos. No fime, Exu tem uma influência chave na trajetória de Besouro. O ator Sérgio Laurentino, ele próprio um filho de Exu, diz que não o interpreta: o incorpora

Elenco

Sérgio Laurentino (Exu)
Ailton Carmo (Besouro)
Anderson Grillo (Quero-Quero)
Sérgio Pererê (orixá Ossaim)
Adriana Alves (Oxum)
Jessica Barbosa (Orixá Iansã/Dinorá)
Zebrinha (Orixá Ogum)
Mestre Alípio (Macalé dos Santos)
Flávio Rocha (Coronel Venâncio)
Irandhir Santos (Noca de Antônia)
Geisa Costa (Dona Zulmira)
Antônio Fábio (Serafim)
Nilton Júnior (Cobra Criada)
Servílio de Holanda (Genival)
Leno Sacramento (Chico Canoa)
Chris Vianna (Teresa)
Filmes com Temas Espirituais

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01 - O Pássaro Azul - Filme Completo - (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/172
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02 - Em Nome de Deus - Filme Completo - (Vídeo)
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03- O Último Espírito - Filme Completo - (Vídeo)
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04 - Chico Xavier - Brilha Uma Luz no Horizonte - (Vídeo)
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05- Ressurreição - RARIDADE! - INÉDITO! - (Filme)
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06 - Perda de Pessoas Amadas - Palestra de Nazareno Feitosa - (Vídeo)
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07 - Bezerra de Menezes: O Apóstolo da Caridade - Palestra Nazareno Feitosa -(Vídeo)
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08 - Jacob Melo - Passe: O Magnetismo Espírita - Teoria e Prática - (Vídeo)
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09 - Frederico Menezes - A Transição do Planeta Após 150 Anos - (Vídeo)
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10 - Reencarnação - A Lógica Reencarnacionista - (Vídeo)
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11- Os Espíritos e os Efeitos Físicos - (Vídeo)
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12 - A Influência Espiritual - (Vídeo)
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13 - A Atitude Mental - (Vídeo)
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14 - Perturbação Espiritual - (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/158
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15 - Sobre a Morte e o Morrer - (Vídeo)
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16 - Quando os Anjos Falam - (Filme Completo) - IMPERDÍVEL!!!
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17 - A Corrente do Bem - (Filme Completo)
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18 - Dr. Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito - (Filme Completo)
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19 - Chico Xavier - 1977 - 50 Anos de Mediunidade - (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/149
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20 - Divaldo P. Franco - Evangelho e Vida - O Poder da Oração - (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/148

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A religiosidade faz parte da vida dos ciganos, desde o nascimento até a morte, e para poderem cultuar seus santos sem serem vítimas dos preconceitos dos não-ciganos é que eles costumavam se converter à religião dominante do local em que se estabeleciam.




Então, os grupos que foram para a Europa se declararam católicos e se ligaram a Santa Sarah que tinha origens misteriosas e a pele morena, como eles. História Ou Lenda ? Dessa aura de mistério que pairava na imagem de sarah surgiram várias versões para o seu aparecimento. Ela é considerada uma santa católica, mas não passou pelos processos de canonização desta igreja. Também se liga a uma forte tradição européia medieval, o culto às virgens negras.



Muitas santidades femininas, representadas por estátuas negras, foram adoradas durante toda a Idade Média. E muitos católicos transformavam as igrejas em santuários de peregrinação. Uma das lendas diz que sara era uma escrava egípcia de uma das três Marias, Madalena, Jacobé ou Salomé; e junto com José de Arimatéia, Trófimo e Lázaro foi colocada, pelos judeus, em uma barca sem remos e alimentos. Talvez por um milagre, ou por obra do destino, eles chegaram a salvo a uma praia próxima a Saintes Maries de La Mer, em Camargue , região do sul da França.
Outra versão conta que Sarah era moradora de Camargue e teve piedade das Marias, resolvendo ajuda-las. Também dizem que ela era uma rainha das terras de Camargue ou uma sacerdotisa do antigo culto celta ao deus Mitra. Uma das explicações para estas lendas é que em Camargue existiram várias colônias de antigas civilizações, como a egípcia , a cretense, a fenícia e a grega. Por isso, muitos poetas e menestréis contaram a lenda de Sarah, de acordo com o que ouviram de seu povo, e assim, o mito em torno dessa poderosa santa foi difundido pelo mundo e ela continua, até hoje, a ser adorada entre as comunidades ciganas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mais 2 Histórias sobre Exu

Mais 2 Histórias sobre Exu

Dizem que Exu é um homem sério, castigador, espírito sem compaixão alguma. Muitos falam que nem mesmo sentimento essas entidades apresentam. Muitos temem Exu, relacionando – o com o Diabo ou com algum monstro cavernoso que a mente humana é capaz de criar.

Bem, dia desses, no campo santo de meu pai Omulu, vi algo inusitado que me fez pensar…

Um desses Exus Caveiras, que apresentam essa forma plasmada como meio de ligação a falange pertencente, chorava sobre um túmulo. Discretamente, isso devo dizer, afinal os Caveiras em sua maioria são de natureza recatada e introspectiva, mas chorava sim.

Engraçado pensar nessa situação, não é mesmo? Ele chorava pelos erros do passado, chorava por uma pessoa a qual amava muito, mas não mais perto dele estava. Claro, sabia que ninguém morria, mas a saudade e o remorso apertavam fundo seu coração.

Isso acontece muito no plano espiritual, onde muitas vezes os laços são quebrados devido às diferenças vibratórias. Na verdade o laço não se quebra, apenas afrouxam-se um pouco…

Mas, voltando a nossa história, fiquei a pensar muito sobre aquele tipo de visão. Pensei que ninguém acreditaria em mim caso eu contasse esse “causo”, afinal, Exu é homem acima do bem e do mal, exu não tem sentimento, exu não chora…

E para aqueles então que endeusam “seu” Exu, pensando ser ele um grande guardião, espírito da mais alta elite espiritual, espírito corajoso, sem medos, violento guerreiro das trevas. Exu acaba assumindo na Umbanda um arquétipo, ou mito, tão supra–humano, que muitas vezes ele deixa de ser apenas o mais humano das linhas de Umbanda. Arquétipo esse, diga–se de passagem, muito diferente do Orixá Exu, arquétipo base para a formação do que chamamos de Linha de Esquerda dentro do ritual de Umbanda.

É, eu acho que todo Exu chora. Assim como eu e você também. Inclusive, todo mundo chora, pois todos temos dores, remorsos e tristezas. Isso é humano. Mas, voltando ao campo santo…

Logo vi um Exu, vestindo uma longa capa preta, se aproximar do triste amigo Caveira. O que conversaram não sei, pois não ouvi, e muito menos dotado da faculdade de ler os pensamentos deles eu estava. Mas uma coisa é certa: Os dois saíram a gargalhar muito!

“Engraçado, como é que pode? Tava chorando até agora, e de repente sai rindo de uma hora pra outra?” _ pensei contrariado.

Fiquei alguns dias refletindo sobre isso, e cheguei a uma conclusão. A principal característica de um Exu é o seu bom – humor. Afinal, mesmo em situações muito complicadas, eles sempre têm uma gargalhada boa para dar. Na pior situação, mesmo que de forma sarcástica, eles se divertem. Ele pode escrever certo por linhas tortas, errado por linhas retas, errado em linhas tortas ou sei lá mais o que, mas uma coisa é certa, vai escrever gargalhando.

Admiro esse aspecto de Exu. Tem gente que de tanto trabalhar com Exu torna – se sério, “faz cara de mau”, vive reclamando da vida além de tornar – se um grande julgador.

A verdade é que nunca vi Exu reclamar de nada, nem julgar a ninguém. Pelo contrário, o que vejo é que Exu nos ensina a não reclamar da vida, pois tem gente que passa por coisa muito pior e o faz com honra e… Bom – humor!

Vejo também que Exu não julga ninguém, afinal, quem é ele, ou melhor, quem somos nós para julgarmos alguém? Exu ensina que o que nós muito condenamos, assim o fazemos porque isso incomoda. E saber por quê? Porque tudo que condenamos está em nós antes de estar nos outros.

Por isso Exu não gosta daquele que é um falso pregador, aquele que vive dizendo como os outros devem agir, vive dizendo o que é certo, vive alertando os outros contra a vaidade, vive julgando, mas no dia – dia pouco aplica as regras que impõe para os outros. O mundo está cheio deles. E Exu sorri quando encontra um desses. Mais para frente eles serão engolidos por si mesmos. Pela própria sombra. Mas Exu não ri porque fica feliz com isso, muito pelo contrário, ele até sente por aquela pessoa. Mas já que não dá pra fazer outra coisa, o melhor é sorrir mesmo, não é?

O certo é que a linha de Exu nos coloca frente a frente com o inimigo! Mas aqui não estamos falando de nenhum “kiumba”, mas sim de nós mesmos. O que eu já vi de médium perdendo a compostura quando “incorporado” com Exu não é brincadeira. Muitos colocam suas angústias pra fora, outros seus medos e inseguranças, muitos seus complexos de inferioridade. Tudo isso Exu permite, para que a pessoa perceba o quanto ela é complicada e enrolada naquele sentido da vida.

Mas dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, e o que tem de gente que não quer enxergar os próprios defeitos…

E não sobra opção a Exu, a não ser sorrir e sorrir mesmo quando nós nos damos mal.

Mas, ainda falando dos múltiplos aspectos contraditórios de Exu, pois ele é a contradição em pessoa, devo ainda relatar mais uma experiência contraditória em relação a sua natureza.

Dia desses, depois de um “pesado trabalho de esquerda”, fiquei refletindo sobre algumas coisas. E sempre que assim eu faço, algo estranho acontece.

Nesse trabalho, muitos kiumbas, espíritos assediadores, obsessores, eguns, ou sei lá o nome que você queiram dar, foram recolhidos e encaminhados pelas falanges de Exu que lá estavam presentes.

Sabe como é, na Umbanda, a gente não pega um livro pesado e começa a doutrinar os espíritos “desregrados da seara bendita”. A gente entra com a energia, com a mediunidade e com os sentimentos bacanas, deixando o encaminhamento e “doutrinação” desses amigos mais revoltados nas mãos dos guias espirituais.

Esse trabalho foi complicado. Muitos, na expressão popular, estavam “demandando o grupo”, ou seja, estavam perseguindo nosso grupo de trabalho e assistência espiritual, pois tinham objetivos e finalidades diversas e opostas. Ninguém tinha arriado um ebó na encruzilhada contra a gente, eram atuações vindas de inteligências opostas ao trabalho proposto e atraídas pelas “brechas vibratórias” de nossos próprios sentimentos e pensamentos. Mas que na Umbanda ainda acha – se que tudo que acontece de errado é culpa de algum ebó na encruzilhada, isso é verdade…

Bom, o que sei é que alguns dias depois, durante a noite, enquanto eu dormia, alguém me levou até um estranho lugar. Eu estava projetado, desdobrado, desprendido do corpo físico, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar. Fenômeno esse muito estudado por diversas culturas espiritualistas do mundo. Fenômeno esse muito comum também dentro da Umbanda, mas pouco estudado, afinal, muitos pensam que Umbanda é “só incorporar” os guias e de preferência de forma inconsciente! Sei, sei…Olha Exu gargalhando novamente!

Nesse local, um monte de espíritos eram levados até a mim e eu projetava energias de cura em relação a eles. Vi várias pessoas projetadas no ambiente, inclusive gente muito próxima, do grupo.

Alguns pouco conscientes, outros ainda nada conscientes. Mas, o importante, era a energia mais densa que vinha pelo cordão de prata e que auxiliava no tratamento daqueles irmãos sofredores.

Por quanto tempo fiquei lá não sei, afinal, a noção de tempo e espaço é muito diferente no plano astral. O que sei é que em um certo momento um Exu, que tomava conta do ambiente, veio conversar comigo:

_Tá vendo quanto espírito a gente tem “pego” daquelas reuniões que vocês fazem? _ perguntou o amigo Exu.

_ Nossa, quantos! Muito mais do que eu podia imaginar.

_ E isso não é nada, comparado aos milhares que chegam, diariamente, “nas muitas casas” dos guardiões da Umbanda espalhados pelo Brasil.

_Poxa, mas isso é sinal que o pessoal anda trabalhando bem, não é mesmo?

_ Hahahaha, mas você é um idiota mesmo, né? Desde quando fazer isso é um bom trabalho? Milhares chegam, mas sabem quantos saem daqui? Poucos! A maioria também para servir as falanges de Exu. O grande problema é que os médiuns de Umbanda, pouco ou nada cuidam dos que aqui ficam precisando de ajuda.

_ Nossa missão aqui é transformar os antigos valores desses espíritos, mesmo que seja através da dor. Mas, depois disso, muitos precisam ser curados, tratados. E dessa parte os umbandistas não querem nem saber!

_Ah, ainda eu pego o maldito que disseminou que Umbanda só serve para cortar magias negras e resolver dificuldades materiais. Vocês adoram falar sobre amor e caridade, mas quase ninguém se importa em vir até aqui cuidar desses que vocês mesmos mandaram para cá.

_ É que muitos não sabem como fazer isso amigo! _ tentei eu defender os umbandistas.

_ Claro que não sabem! Só se preocupam em “cortar demandas”, combater feitiços e destruir “demônios das trevas”. Grandes guerreiros! Mas nada fazem sem os vossos Exus, parecendo mais grandes bebês chorões querendo brincar de guerra!

_ Lembre–se bem. Todos que a mão esquerda derrubar terão que subir pela mão direita. Essa é a Lei. Comecem a se conscientizar que ninguém aqui gosta de ver o sofrimento alheio. Comecem a ter uma visão mais ampla do universo espiritual e da forma como a Umbanda relaciona – se com ele.

_Dedique – se mais a esses que são encaminhados nos trabalhos espirituais. Ore por eles, faça uma vibração por eles, tratem – os com a luz das velas e do coração. Busquem o conhecimento e forma de auxiliá–los.

_Quero ver se amanhã, quando você não agüentar mais o chicote, e não tiver ninguém para te estender a mão, você vai achar tão “glamuroso” esse ciclo infernal de demandas, perseguições e magias negativas. Isso aqui é só sujeira, ódio, desgraça e tristeza. Poucos têm coragem de pousar os olhos sobre essas paragens sombrias.

_ É, isso é verdade. Muitos falam, mas poucos realmente conhecem a verdadeira situação do astral inferior a qual a Umbanda e toda a humanidade está ligada, não é mesmo?

_Hahaha, até que você não é tão idiota! Olha, vou dar um jeito de você lembrar essa conversa ao acordar. Vê se escreve isso pros seus amigos umbandistas! E para de reclamar da vida. Quer melhorar? Trabalhe mais!

_ Tá certo seu Exu Ganga. Só mais uma coisa. Um dia desses li num livro que Ganga é uma falange relacionada ao “lixo”. Mas você apresenta–se como um negro e ao julgar por esses facões nas vossas mãos, acho que nada tem a ver com o lixo…

_ Lixo é esse livro que você andou lendo! Ganga é uma corruptela do termo Nganga, do tronco lingüístico bantu. Quer dizer “o mestre”, aquele que domina algo. O termo foi usado por muitos, desde sacerdotes até mestres na arte da caça, da guerra, da magia, etc. Algo parecido com o Kimbanda, mas esse, mais relacionado diretamente a cura e a prática de Mbanda. A linha de Exus Ganga é formada por antigos sacerdotes e guerreiros negros. É isso! Vê se queima a porcaria do livro onde você leu essa besteira de “lixo”…

Pouca coisa lembro depois disso.

Despertei no corpo físico, era madrugada e não fui dormir mais. Agora estou acabando de escrever esse texto, onde juntei duas experiências em relação a Exu. Não sei porque fiz isso, talvez pelo caráter desmistificador da sua figura.

Pra falar a verdade, essas duas estórias são bem diferentes. Primeiro um Exu que chora, sorri e ensina o bom – humor, o autoconhecimento e o não julgamento. Depois um Exu que preocupa – se com o “pessoal lá de baixo”. Diferente, principalmente daquilo que estamos acostumados a ouvir dentro do meio umbandista.

Talvez Exu esteja mudando. Talvez nós, médiuns e umbandistas, estejamos mudando. Talvez a umbanda esteja mudando.

Ou, quem sabe, a Umbanda e Exu sempre foram assim, nós que não compreendemos direito aquilo que está muito perto de nós, mas é tão diferente ao mesmo tempo.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver…

Exu o Guardião. Exu o Essencial. Exu o Trabalhador.

O espírito mais polêmico que se conhece provavelmente seja o chamado Exu na Umbanda. Tudo que se fale a respeito deles com certeza ficará pálido e retratará uma parte da verdade, visto que o reino dos Exus é muito vasto e é composto por milhões de espíritos dos mais variados graus de adiantamento; De nossa parte por experiência própria tentaremos honestamente dar o nosso testemunho a respeito dos guardiães do lado oposto ou seja do baixo astral onde como policiais e juízes resgatam, prendem, transferem, patrulham, guardam as fronteiras e impõem a ordem na terra e nos submundos.

Exu trabalha sob vários nomes e sob varias formas e em vários templos e religiões, daí a dificuldade de explicar quem é Exu. Em alguns templos são vistos nas portas na forma de Senhores de terno e gravata, Lanceiros e outros.

A forma mais comum da aparência de Exu nos terreiros de Umbanda “incorporados” em seus cavalos ou médiuns algumas vezes varia, mas há predominância das mãos em forma de garras, voz “grossa” e atitudes agressivas aos padrões predominantes de uma religião que fala de paz e amor, a explicação está no fato de que esta forma condiz com o trabalho que exercem no baixo astral, e muitas vezes também os mesmos trabalham com as verdades do médium sejam negativas ou positivas.

Médium que estuda e tem uma moral acentuada com certeza irá trabalhar com Exus de alta estirpe e conhecimentos.

Avançados intelectualmente e moralmente exercendo funções de destaque no mundo espiritual sendo assim considerados Exus de comando e de alto grau.

Muitos terreiros e médiuns desatentos com a moral e o estudo acabam sendo vitimas de engodos de espíritos que se fazem passar por Exus e que se comprazem em enganar e iludir médiuns e consulentes que procuram as facilidades do feitiço e do ganho sem esforço próprio, vão aos terreiros satisfazerem suas necessidades medíocres e mundanas de quem não levantou uma palha para melhorar espiritualmente na senda evolutiva; Esses médiuns e consulentes são os que com certeza mais cedo ou mais tarde se decepcionarão com a religião, pois sofrerão a Lei do Retorno apregoada pelo Rabi da Galiléia que dizia que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, muitos desses médiuns migrarão para outras religiões mais adequadas ao seus padrões de caráter e conhecimento, nos livrando do empeço de terreiros e médiuns que só denigrem o nome da sagrada Umbanda e Quimbanda representada por seus trabalhadores diretos os Guardiães da Lei os Exus.

Para ter uma noção mais próxima de nós de como se organizam as falanges da Quimbanda composta de Exus, procuraremos exemplos na Terra.

Na Terra temos os juízes, advogados, promotores, policiais federais, civis, militares, exército, marinha aeronáutica e etc. Todos ligados a área de disciplina e segurança; Sem essas organizações nossa sociedade estaria entregue ao caos das criaturas indisciplinadas para viver em sociedade.

A diferença maior dos nossos meios de fazer justiça para os dos Exus é que raramente eles erram nas penas impostas aos infratores da Lei.

Exu não é Diabo apesar de que muitas Tronqueiras (Casas que ficam na entrada dos terreiros), existirem imagens de gesso com aparência de diabos, que aliais é muito bom para que algumas religiões ataquem a Umbanda como sendo religião que pratica o mal. Esta forma como tem sido visto, as entidades de Exu existe para assustar os espíritos do baixo umbral que se apavoram ao ver o perispírito transformado dos Exus rendendo-se a captura. Sabemos pela literatura espírita que os mentores também baixam suas energias para transformar seus perispíritos e poderem atuar nos submundos sem sofrerem os ataques dos espíritos trevosos, Exu não é diferente de outros espíritos seareiros do bem que em nome da humanidade se dedicam arduamente a esclarecer e reprimir as forças contrárias as leis de Deus.

São eles que em tempo integral estudam, planejam, comandam e presidem certos reinos localizados em ambientes salubres, tudo em nome do progresso das muitas moradas de nosso pai.

Se o mal na Terra ainda impera é porque a humanidade se mantém na ignorância e no egocentrismo de espíritos preguiçosos que viraram as costas para o criador; por isso é inadmissível que tais criaturas zombem e preguem uma falsa moral aos trabalhadores de Quimbanda que procuram honrar o criador em tudo que fazem a nossa humanidade doente da alma.

Laroyê Exu. Exu é Mojubá... Salve a Linha de Esquerda da Umbanda. Salve os Compadres e Comadres, que estão sempre em nossas vidas!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Perigos da Mediunidade

Quem fuma cachimbo está sempre impregnado do cheiro da fumaça. O dentista quando sai de seu consultório exala o cheiro forte do remédio que usa em seus pacientes.
Quando trabalhamos com a incorporação de espíritos os resíduos de suas energias ficam na nossa aura. O acumulo sucessivo das incorporações deixa essas energias depositadas e em número cada vez maior.
Se por um momento nós tivermos raiva de alguém e nossa energia for direcionada a essa pessoa, junto com ela todas as energias acumuladas engrossam o poder da vibração, podendo causar um mal imprevisível ao atingido, e isso sem nenhuma responsabilidade ou vontade das entidades. Por isso quando dizem que um Exu fez o mal, na verdade foi só o médium que usou da energia dele para provocar a maldade. Vale aqui colocar uma ordem nessas palavras: Exu não faz o mal, por se ele fizer não será Exu e sim um espírito malvado se fazendo passar por ele. Por essas razões os médiuns da Umbanda devem ter a consciência para não terem pensamentos negativos contra ninguém. Meu pai-de-santo dizia: “médium de Umbanda está proibido de ter raiva.”

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Ostra e a Pérola


"Uma ostra que nã
o foi ferida não produz pérolas"...

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?

Você já sofreu os duros golpes do preconceito?

Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola !!!

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras" Vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Um sorriso fala mais que mil palavras...

DE JOELHOS SIM

DE JOELHOS SIM !!!
Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento.
É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam em seus rituais O Ajoelhar , exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelho fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote, frente ao plano espiritual superior.
A implantação do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele; e para passar a assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha, como instrumentos de trabalho dos bons espíritos.
Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, "auto-suficientes", que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas "qualidades" e minimizando as virtudes alheias.
Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência, de aparente inferioridade.
Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração.
Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito e para seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.
Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí meus irmãos é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda, e assim, dando luz a estas pessoas e reconduzindo-as ao rebanho Divino.
Joelhos ao chão sim !!!!

SABER CONSTRUIR

O Construtor

Um construtor estava para se aposentar.
O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de
seus melhores
empregados e pediu a ele que construísse uma última
casa como um favor
especial.
O construtor consentiu mas, com o tempo, era fácil ver
que seus
pensamento e seu coração não estavam no trabalho.
Ele não se empenhou no
serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de
qualidade inferior.
Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
Quando o construtor
terminou o trabalho,o patrão veio inspecionar a casa e
entregou lhe a
chave da porta ."Esta casa é ", disse ele,
"Meu presente para você".
Que choque! Se ele soubesse que estava construindo
sua própria casa, ele
teria feito completamente diferente, não teria sido relaxado. Agora iria
morar numa casa feita de qualquer maneira.
"Assim acontece conosco.Construímos nossas vidas
de qualquer maneira,
reagindo mais do que agindo, desejando colocar menos
do que o melhor,
não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a
situação que criamos e vemos que estamos
morando na casa que construímos
e que poderíamos ter feito uma construção muito melhor.



MARIA QUITÉRIA

E afinal quem são as "Marias Quitérias"?

São uma falange composta de espíritos que apresentam-se como Pombas Giras. Entretanto existe as Ciganas "Marias Quitérias" e Quitérias e ainda, as Pombas Giras Ciganas "Marias Quitérias". Encontamos ainda essa denominação nas Baianas e Boiadeiras.
A Falange Maria Quitéria congrega espíritos altamente guerreiros que em sua roupagem fluídica mostram-se combativas, muitas vezes com a apresentação de facas, lanças, adagas, punhais e tridentes. Outra marca interessante da falange é a irreverência e a multiplicidade das apresentações, dependendo do objetivo a ser atingido. Assim podem mostrar-se à vidência de muitas formas, mas sempre com uma energia combativa e forte.
São especialistas em contra-demandas, trabalham em todos os campos de atuações das Guardiãs e em parceria com muitas falanges de Exús Guardiões.
Executam trabalhos de libertações de espíritos cativos, são ainda responsáveis pela "punição" e "retorno" de magias negras aos seus mentores e executores, encarnados ou desencarnados.
Destemidas e determinadas, têm participações definitivas em inúmeras batalhas espirituais, que por vezes envolvem e demandam muito tempo. Presença constante nos Terreiros, trabalhando a segurança do mesmo e de seus frequentadores.
"MARIA QUITÉRIA" é sinônimo de luta e força, seja as Pombas Giras, as Ciganas, as Baianas ou as Boiadeiras da Umbanda!
Espero ter contribuído um pouco mais para o esclarecimento de mais uma falange de Guardiãs.
A essas lindas guerreiras sempre prontas a ajudar-nos em nossos combates, deixo minhas saudações.