A umbanda é magia: magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos Templos Umbandistas. Juntam elementos para criar, desde um simples patuá, até uma enorme energia positiva para destruir outra da mesma intensidade, criada por espíritos malignos. Magia não tem receituário nem dicionário. Magia é magia. Apenas é lamentável o mau uso do termo magia.
Todas as pessoas que trabalham na Umbanda são pequenos magos. Uns conscientes e outros inconscientes, mas, direta ou indiretamente, praticam a magia. Por ignorância tem gente matando cabritos, comendo carne crua e alguns, pasmem, praticando a magia do sexo, esta a mais burra e inexistente magia. São pessoas desorientadas e pervertidas usando o nome da magia para saciar seus instintos grotescos. Isto nada tem a ver com a verdadeira magia e muito menos com a Umbanda. Os Guias são sábios magiadores do BEM.
Magia do álcool
A cachaça, o vinho, a cerveja e etc..., têm função magística. No plano astral, servem para fins que fogem, na maioria das vezes, completamente à nossa compreensão. Pela volatilidade do álcool, apresenta eterização para desintegrar morbos e campos de forças mais densos. Espírito não vem no terreiro para beber. Um Exu Senhor Tranca Ruas das Almas, inquirido sobre a necessidade do espírito beber respondeu: - “se quisesse beber não viria nos terreiros. Iria freqüentar os bares onde vivem os alcoólatras e lá arranjaria um copo-vivo (ermo usado para aqueles que são dominados por espíritos viciados em bebida).
Aqui vale um ensinamento. No mundo espiritual existe o principio da lei dos semelhantes, ou seja, o semelhante atrai o semelhante. Todo homem embriagado quase sempre está acompanhado de um espírito semelhante. O grande problema é que, como o espírito não pode ingerir a bebida, ele aspira, para sua satisfação, a emanação do álcool, razão pela qual o bêbado (copo-vivo), ingere enormes quantidades de bebida. Uma parte para ele e outra para o espírito. Interessante que esses espíritos protegem o seu doador, bem como nós fazemos com o copo que nos serve para beber água, mas quando não mais lhe serve, abandona a criatura em estado deplorável.
Magia da fumaça
Todas as religiões do mundo usam a fumaça como depurador das energias. A defumação é sagrada e consagrada pelo mundo inteiro, desde os monges tibetanos até os padres católicos. O turíbulo do Guia é o charuto, o cachimbo ou o cigarro.... Faz parte da cultura indígena e, por extensão, da umbanda. Não devemos confundir a fumaça do charuto com a defumação através de ervas ou bastões cheirosos. Ambos têm funções importantes na religião, mas são usados de forma diferente. Não devemos esquecer os vários tipos de fumaça usadas pelos espíritos. Além do charuto, o cachimbo do preto-velho, o cigarro comum das pombas-gira e alguns exus, também produzem o mesmo efeito.
Aqui cabe a mesma consideração, espíritos guias não fumam. A fumaça que se eteriza é que tem função magística...
Magia do som e do movimento
A música foi feita para as pessoas se amarem. O som mexe nossos sentimentos. E também fazia parte da cultura dos índios. É um mântra. Mas não é só isso. O som repercute no éter. Ele vibra. A fala mansa domina e a fala grosseira irrita. Ele tem um equilíbrio, regulando nossas emoções. Quando ouvimos uma música forte, sentimos força interior. Ficamos mansos e dóceis ao som de uma música suave. Quem não se lembra da suavidade da canção de ninar docemente cantadas por nossas mães? E quem não se lembra dos sustos e medos passados na infância por gritos histéricos de alguém? Imaginem estarmos sentados à beira de um rio, olhos fechados, ouvindo o gostoso barulho da água formando pequenas marolas, ainda premiado com o canto de um sabiá e outros pássaros e uma pequena brisa nos refrescando. É um sentimento ligado ao som e ao movimento. Agora estamos voltando para casa. Os carros em sentido contrário fazendo o ruído na janela, a buzina dos apressados motoristas tentando a ultrapassagem, com o som ligado em volume máximo, tocando um pagode imoral desses conjuntos comerciais ou as barulhentas guitarras dessas bandas histéricas. Nossas emoções, com certeza, serão diferentes.
O movimento tem o mesmo efeito do som. Reparem que um andar seguro, calmo e firme transmite uma personalidade segura. Um andar desordenado e atabalhoado agita as energias em sua volta. Vejam um exército marchando. O garbo dos soldados emociona a todos. Falei do andar. E a dança! Quantos efeitos ela causa. Quando se fala em espiritualidade nosso parâmetro é Jesus Cristo. Jesus era um homem sereno, de andar firme, gestos harmoniosos e voz suave, pausada e clara, o que em absoluto me faz pensar fosse um homem triste. Ao contrário, imagino tenha sido um homem levando sempre um sorriso a todos, mas nunca deve ter dado uma gargalhada. Nas suas caminhadas não devia cansar, pois seus passos deveriam ser firmes e uniformes, sem jamais correr. Se alguém me perguntasse qual o movimento mais equilibrado que pudesse conceber, responderia, sem hesitação: o levantar do braço de Jesus Cristo acompanhado de sua firme voz.
Assim devem ser os Pontos Cantados e as danças na Umbanda. Se os pontos não forem cantados dentro da sua harmonia, com a mentalização sagrada e religiosa de quem vibra mentalmente nas irradiações dos Orixás e Guias, se tornam um amontoado de sons, sem repercussão magística. É necessário que os pontos sejam mântras, cantados com respeito, amor e vibração. Não se trata de formar um coral ou de se fazer uma apresentação vocal. Trata-se de concentração, respeito e amor naquilo que se está fazendo: invocando, louvando e irradiando caritativamente as vibrações sagradas ou Guias de Trabalho da Umbanda.
O mesmo podemos dizer da dança, que deve ser invocatória, harmonizada pelos gestos às vibrações invocadas. Isto acontece na maioria dos ritos religiosos, principalmente no Oriente. Canto e dança no louvor e invocação do sagrado.
Magia da guia
A guia é um elemento de ligação entre o médium e o espírito ou vibração. Imanta-se um campo de força nela centralizado, criando uma eficiente proteção contra eventuais energias negativas.
Ela se torna um pára-raios, ou melhor, um pára-energias. Às vezes ela arrebenta pela atração de energias negativas e forte. Essa pequena guia serve para o médium, como para invocar e atrair energia negativas, num ato de caridade em relação aos outros. Elas devem ser fechadas com duas firmas que concentram a polaridade positiva e negativa. Poderão ter, presas, uma cruz de aço, ou outro emblema ou ponto riscado dado pelo seu Guia, ou Guia da casa em que você trabalha.
A guia deve ser feita de acordo com a vontade do Guia que a solicite. Guia não é colar e, muito menos, enfeite. Existem vários tipos de guias. As guias dos orixás do médium, que são feitas com contas da cor cultuada pelo terreiro. São contas de cristal ou louça, e suas miçangas podem ser distribuídas com bom gosto. Mas jamais exageradas ou grande. Deve ser usada pendurada no pescoço e nunca atravessada no ombro, pois isto é coisa para quem tem cargo e assim é determinado. Atravessar Guia simboliza chefia. As guias podem conter sementes de capiá, também conhecida como lágrimas-de-Nossa-Senhora, outras sementes como coronha (olho-de-boi), bambús, olho de caboclo, conchas e outros elementos marítimos e até penas coloridas, tudo de acordo com a solicitação da entidade, autorização do Templo e conforme a sua origem.
Os pretos-velho, normalmente, são mais simples em suas guias. Gostam de muita simplicidade e preferem a guia inteira de sementes de capiá e poucos elementos.
Magia do ponto riscado
A sagrada grafia dos orixás serve para identificar o espírito comunicante, para chamar falanges e construir campos de força.
Através do Ponto riscado a Entidade se identifica e cria o campo energético de trabalho da sua vibração. Quando uma Entidade risca o ponto ele exerce uma atividade magística de identificação, para o campo astral, de suas ordens e comandos de trabalho (se identifica), pede licença para trabalhar dentro dessa vibração e mantém o pólo magnetizador que atrai energias pesadas, neutralizando-as e envia energias saudáveis ao consulente.
Os Pontos riscados são também usados na invocação das Vibrações dos Orixás e para a formação das Mandalas magísticas de trabalho em prol da caridade.
Magia do ponteiro
Os antigos magistas já usavam a espada como elemento de grande importância em seus trabalhos de magia. Na verdade a ponta do aço é usada para explodir campos negativos de forças. Quando fincado, ele firma a magia, ou seja, firma o ponto. Todos os espíritos, na umbanda, fazem uso do ponteiro. É difícil identificar suas intenções quando "batem os ponteiros". Mas batem, e batem muito bem.
Magia do Templo Umbandista
O Templo Umbandista é a casa santa dos umbandistas. Nele se concentram todas as energias dos Orixás e Guias. Suas firmezas, o Congá, o Santuário, a Casa dos Exus, o respeito dos freqüentadores.
É o lugar onde cultuamos e desenvolvemos nossa espiritualidade através do emocionante encontro com o mundo dos espíritos, o outro lado da vida, a nossa Aruanda.
Magia da Disciplina e da Hierarquia
Uma pessoa muito culta me disse um dia: "gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre." A hierarquia na umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O pai (Babalorixá) dita as regras e a filosofia da casa, os pais e mães-pequenos são seus auxiliares diretos, as Ekédis cuidam da gira e dos médiuns e os ogans cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro. Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse: quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar. Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Pai ou Pais e Mães pequenos no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande para-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade. Quem tem o espírito de amor e busca um Templo sério e a verdadeira espiritualidade, que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.
Diz André Luiz, pelo médium Chico Xavier que : "Caridade sem disciplina é perda de tempo".
A corrente é a grande força do Templo Umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a essa casa espiritual. Devemos sempre lembrar: "Ninguém é tão forte como todos nós juntos".
Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina tem que ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas da Casa deve se afastar, pois será melhor para ele, e evitar-se-ão problemas futuros, bem como a possibilidade de entrada de quiumbas por tele-mentalização nesses médiuns desavisados.
Magia do Congá
O Congá é um núcleo de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos e níveis de energia e magnetismo.
É Atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magneto-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.
É Condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, num complexo influxo de cargas positivas e negativas, produto da psicosfera dos presentes.
É Escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raio), comprime miasmas e cargas magneto-negativas e as descarrega para a Mãe-Terra, num potente efluxo eletromagnético.
É Expansor pois que, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e assistência, os potencializa e devolve para os presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.
É Transformador no sentido de que, em alguns casos e sob determinados limites, funciona como um reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo, já reciclados, ao ambiente de caridade.
É Alimentador, pelo fato de ser um dos pontos do templo a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para as atividades do Congá (Núcleo de Força).
O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois é pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão da espiritualidade.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
Lição de Exu
Em um dia agitado em todo mundo, Exu rondava e visitava os seus filhos que haviam se esquecido dos aliados do plano espiritual, quando se deparou-se com uma situação muito interessante.Era um filho seu que não havia esquecido o pai, porém, estava revoltado e decidido a blasfemar o quanto pudesse a quem um dia o ajudara tanto. Esse filho estava tão revoltado que gritava aos quatro cantos, que Exu decidiu parar ali e ouvir as palavras do mesmo. O homem gritava o seguinte:
-Foi Exu! É tudo culpa daquele demônio dos infernos!!! Eu o servi durante anos como um escravo e veja hoje a minha situação; não tenho família, dinheiro, amigos e nem mesmo um teto para morar. Não caiam na tentação do demônio. Ele lhes prometerá muitas coisas, mais no final, nada fará por vocês!
E ele continuou durante horas a blasfemar a quem tanto o ajudara num passado recente, e só parou quando viu a Magestosa figura do Guardião das Encruzas a sua frente que Indagou-o:
-Por que essa revolta homem?
Respondeu o homem com outra indagação:
-Porque fez isso comigo? Porque me deixaste chegar a esse Ponto?
E Exu explicou:
-Não fui eu que o deixei chegar a esse ponto! Foi você que se Jogou nessa lama onde hoje se encontra! Lembre-se que errou querendo fazer fortuna com um dom que lhe foi concedido para auxiliar o próximo. Lembre-se que nada além da paz e satisfação espiritual foi lhe prometido. E eu também lhe disse que a estabilidade material só viria após a maturidade espiritual.
Respondeu o homem em prantos:
-Sim! Sei que Errei! Mas sei também que vós errou junto a mim, pois quando eu lhe enviava algum pensamento ou pedido de má fé, o senhor não me dizia se eu estava certo ou errado!
E Exu após uma gargalhada retrucou:
-Eu nunca lhe disse se estava certo ou errado, porque não existe certo ou errado, bom ou ruim! Existe spenas aquilo que é justo. Eu sou Exu e Trabalho em harmonia com o universo. Eu não sou bom e nem ruim. Eu não sou certo e nem errado...sou Apenas justo! Você fez muito mal a muitos que o procuraram buscando Auxílio, e por isso se encontra assim Hoje. Você não procurou a paz de espírito e apenas visou a abonança material que como eu já o havia alertado, só viria após uma maturidade espiritual, que por sua vez, dependia de sua paz de espírito que só viria com a caridade e compaixão ao próximo. Você sabia de tudo Isso, porém, preferiu seguir um caminho mais longo e doloroso. Eu não interferi em nenhum momento, pois se assim o fizesse, estaria eu influindo no seu livre arbitrio.
Implorou o homem já caído ao chão sem forças após tanto chorar:
-Tudo bem! Agora compreendo que para estar bem é preciso querer bem a todos a nossa volta, e não somente o nosso. Mas Agora que entendi, por favor, Ajude-me, esteja ao meu lado e reerga-me com todo seu Axé?!
E Exu com uma nova gargalhada exclamou:
-Nunca deixei de estar ao teu lado! Nunca lhe neguei a mão! Foi você quem virou-me as costas e desistiu de viver. Para se reerguer, basta se levantar e continuar sua jornada honestamente! E se assim o fizer, sempre que precisar eu serei justo e o ajudarei. Porém, se novamente errar...novamente serei justo e o punirei!!!nnnnn
-Foi Exu! É tudo culpa daquele demônio dos infernos!!! Eu o servi durante anos como um escravo e veja hoje a minha situação; não tenho família, dinheiro, amigos e nem mesmo um teto para morar. Não caiam na tentação do demônio. Ele lhes prometerá muitas coisas, mais no final, nada fará por vocês!
E ele continuou durante horas a blasfemar a quem tanto o ajudara num passado recente, e só parou quando viu a Magestosa figura do Guardião das Encruzas a sua frente que Indagou-o:
-Por que essa revolta homem?
Respondeu o homem com outra indagação:
-Porque fez isso comigo? Porque me deixaste chegar a esse Ponto?
E Exu explicou:
-Não fui eu que o deixei chegar a esse ponto! Foi você que se Jogou nessa lama onde hoje se encontra! Lembre-se que errou querendo fazer fortuna com um dom que lhe foi concedido para auxiliar o próximo. Lembre-se que nada além da paz e satisfação espiritual foi lhe prometido. E eu também lhe disse que a estabilidade material só viria após a maturidade espiritual.
Respondeu o homem em prantos:
-Sim! Sei que Errei! Mas sei também que vós errou junto a mim, pois quando eu lhe enviava algum pensamento ou pedido de má fé, o senhor não me dizia se eu estava certo ou errado!
E Exu após uma gargalhada retrucou:
-Eu nunca lhe disse se estava certo ou errado, porque não existe certo ou errado, bom ou ruim! Existe spenas aquilo que é justo. Eu sou Exu e Trabalho em harmonia com o universo. Eu não sou bom e nem ruim. Eu não sou certo e nem errado...sou Apenas justo! Você fez muito mal a muitos que o procuraram buscando Auxílio, e por isso se encontra assim Hoje. Você não procurou a paz de espírito e apenas visou a abonança material que como eu já o havia alertado, só viria após uma maturidade espiritual, que por sua vez, dependia de sua paz de espírito que só viria com a caridade e compaixão ao próximo. Você sabia de tudo Isso, porém, preferiu seguir um caminho mais longo e doloroso. Eu não interferi em nenhum momento, pois se assim o fizesse, estaria eu influindo no seu livre arbitrio.
Implorou o homem já caído ao chão sem forças após tanto chorar:
-Tudo bem! Agora compreendo que para estar bem é preciso querer bem a todos a nossa volta, e não somente o nosso. Mas Agora que entendi, por favor, Ajude-me, esteja ao meu lado e reerga-me com todo seu Axé?!
E Exu com uma nova gargalhada exclamou:
-Nunca deixei de estar ao teu lado! Nunca lhe neguei a mão! Foi você quem virou-me as costas e desistiu de viver. Para se reerguer, basta se levantar e continuar sua jornada honestamente! E se assim o fizer, sempre que precisar eu serei justo e o ajudarei. Porém, se novamente errar...novamente serei justo e o punirei!!!nnnnn
sábado, 2 de julho de 2011
exus
sarava abao Pai Omolu, com licença Seu Exu joão Caveira e suas falanges para que através deste trabalho e da minha vivência possa eu aqui transmitir com este artigo alguns pontos da lei de quimbanda e dos seus queridos filhos a meus irmãos.
A quimbanda não é simplesmente mais uma das linhas existentes dentro dos cultos afro-brasileiros; suas influências não são somente bantu, nagô e yorubá. Também abrangem em larga escala vários aspectos da religião indígena, católica, o espiritismo moderno, a alquimia e mesmo o estudo da natureza fundamental da realidade e correntes orientais.
É importante lembrar que apesar de existir o sincretismo entre exu e o diabo os Exus são intermediários entre os orixás e os homens! Quanta confusão se faz com eles. Quantos lhe confundem, sem ao menos o conhecerem. Consta na 3º lei de Newton: "a toda ação corresponde uma reação igual, de mesma direção e sentido contrário". E como se Newton falava de exu quando formulou sua lei, pois ele é a reação! Ele é o sentido contrário! Ele é a força que equilibra e mantém a todos que o invocam no caminho de evolução!
O equilíbrio é alcançado quando conseguimos nos sobrepor às dificuldades pela vontade e aproveitamento das influências astrais ritualísticas. É fato que sem a ignorância não se chegaria ao conhecimento, sem a dor não se chegaria à cura e sem as trevas não se chegaria a luz. Exu é o momento inicial de tudo, onde a falta de conhecimento é superada pela evolução e então aparecem as soluções para os males.
Mas o Exu não é o diabo como muitos afirmam. Ele não é o sofrimento e nem a solidão. Ele é o vento, é o sorriso, é a rebeldia, é a luta pela vitória. Ele é a própria vitória e a alegria por tê-la conseguido. Ele é o trabalho e a evolução, é o respeito e a admiração. É a elegância, a arrogância, a cortesia, a gentileza, a dolência, a malemolência, a malandragem, é até mesmo o trabalho. Enfim ele é, o que se pedir para ele ser. Ele é o limiar da espiritualidade com a humanidade. Ele entende aos dois. Ele chora com a tristeza do filho e ri com a sua vitória. Ele bebe, ele fuma, ele dança, ele é a festa. Ele é exatamente como gostaríamos de ser ou já somos. Nos momentos de trabalho, trabalhamos; nas festas dançamos, sorrimos, nos alegramos somos e nos consideramos demônios ou diabos quando necessário ou para todo o sempre são os exus.
A pomba-gira, é a manifestação feminina do exu. São mulheres maravilhosas, que admiram a beleza, a festa e a música. Do ponto de vista da quimbanda, exu é entidade, não é divindade. Exu e pomba-gira, entidades de quimbanda, foram homens e mulheres que quando encarnados, amavam a noite, eram boêmios, indulgentes segundo o relato deles que por escolha ou determinação de outros planos desconhecidos, trabalham agora na espiritualidade, utilizando esta nova roupagem. Quem sabe o que nos aguarda quando as nossas faltas tivermos de pesar.
Exus Satânicos
Salvaguardamos várias confusões ao verificar que atualmente muitas pessoas pensam que a quimbanda é um culto "satanista", tendo aquele sentimento de dualidade aonde as pessoas vêem o bem e o mal em uma luta eterna confundindo a figura do diabo com tudo de ruim sem lembrar que ele é quem representa os sentidos e a liberdade de suas ações desde o princípio dos tempos. O conceito de polaridades, positiva e negativa não se encaixa no plano imaterial, o exu quer acordos e pactos. Ele tem seu preço e realiza seu trabalho. Isso não quer dizer o mesmo que atitudes, positiva e negativa mas sim jogos de interesses e trocas de energia.
Exu de fato é um ser satânico mais não da maneira interpretada pelos ignorantes e pelas famigeradas religiões da mão direita. Ele é satânico no mesmo sentido que os satanistas são. São estratégicos e ensinam como lidar com situações de guerras, amorosas e profissionais em fim todos os desafios que enfrentamos no dia a dia e não temos domínio completo. Se nossa visão é limitada é ai que eles ajudam no plano astral com sua energia imaterial junto à vontade do pai de santo e das pessoas envolvidas no terreiro. Os rituais são o inicio da materialização destas forças almejadas e por esta atuação pedem os exus seus salários, os despachos. Quem conseguir entender esta profundidade vai entender o por que me referi aos exus como sendo satânicos pois apesar de não serem o diabo dos cristãos são professores dos mistérios ocultos incorporados em carne humana.
É bom deixar claro também que o exu da quimbanda não é o mesmo exu do candomblé aonde ele é um orixá menor da cultura yorubá, o Exu da quimbanda é geralmente um Egum sendo que na maioria dos casos, assim como eles mesmo dizem, a alma de alguém que pertenceu ao culto, feitiçarias, orgias, matanças, conquistas e agora trabalha como mensageiro dos orixás. Segundo a Quimbanda, os espíritos, exus, com os quais estamos tratando hoje tiveram em sua maioria encarnações aqui na terra em finais do século XIX e princípios a meados do século XX e daí vêm muitos de seus costumes, suas vestimentas e comportamento.
Ainda na questão do sincretismo é muito importante frisar que os autores que até hoje discorreram sobre o assunto usaram um organograma básico para apresentar o que muitos pensam ser a verdadeira organização hierárquica da quimbanda mas é somente a cópia de um livro antigo de evocação e cultos da cultura ocidental que fala sobre os demônios, suas hierarquias e poderes, o “Grimorium Verum”. A formação da quimbanda teve uma forte influência dos escravos e índios que sincretizaram exu com o diabo por este ser “inimigo dos brancos” e por não aceitarem os santos católicos, identificando-se assim mais uma vez com o exército das trevas.
O Nascimento da Quimbanda
Com o advento da umbanda começou o trabalho de quimbanda em terreiros e isso deu sustentação firme aos trabalhos com os “compadres” exus que logo se popularizou, e assim formatou o atual culto da quimbanda. Na verdade pode-se dizer que a quimbanda como a conhecemos atualmente nasceu juntamente com a umbanda em 15 de novembro de 1908, pois uma linha completa o outra formando esta força que nos da vida e este reino cheio de luz.
A quimbanda esta organizada hierarquicamente em sete grandes reinos: as sete linhas da quimbanda, sendo que na quimbanda quem manda é o Sr. Omolu. O rei, coroado por oxalá, este delega os poderes aos exus chefes de falange. É importante lembrar que quando o exu, qualquer um deles, estiver incorporado no pai de santo, no dirigente dos trabalhos, ele esta trabalhando com a coroa e por este motivo é o chefe dos trabalhos da gira de quimbanda tendo liberdade de movimento entre os reinos através do contato com os outros exus presentes no trabalho. Trabalhar com os "compadres", exus requer muito respeito e consideração por parte dos dirigentes, médiuns e consulentes pois são entidades muito poderosas e de muita energia.
Espíritos Zombeteiros
Enfim os exus são magos astrais conhecedores e mestres das artimanhas. São indulgentes, sabem o valor da liberdade, são brincalhões e adoram colocar temor naqueles de que nada sabem e que em nada vão acrescentar. Por isso em todas as minhas publicações tenho dito que é necessário um profundo conhecimento e intimidade com estas entidades para não ser enganado por espíritos zombeteiros que ao invés de alertar e ensinar as mandingas e feitiços mantém na mais pura enganação os invocadores despreparados. E não somente isso mais assim extraem deste energia vital para todo o tipo de despachos levando o mesmo a uma servidão sem fim. Os espíritos zombeteiros são exatamente como aquelas pessoas que vivem nas ruas mentindo se dizendo feiticeiros cartomantes e toda esta casta que vivem tentando adivinhar circunstâncias da vida pessoal de suas vitimas.
Muita vezes os zombeteiros já estão acompanhando as pessoas e por isso sabem fatos particulares da vida da mesma e então quando encontram médiuns, as vezes um amigo ou amiga da vitima eles incorporarão nesta pessoa e começam a dizer fatos particulares e que precisa se fazer um despacho e que depois disto tudo vai mudar. Muitas das vezes esta mudança realmente acontece por que ai o espírito o abandona e passa a acompanhar o médium não desenvolvido onde terá mais energia e possibilidades de manifestações e adorações. E então o médium inconsciente de sua mediunidade pela suas forças intuitivas ao perceber que as coisas não andam bem depois que aconteceu a primeira incorporação procurara defesas em casas do gênero ou pessoas mais experientes.
Estas ações dos espiritos obcessores são presididas pelos exus que na verdade tem o intuito de trazer ao local certo tanto o médiun inexperiente para o desenvolver e também os obsessores que ao realizarem seus trabalhos acabam voltando as calungas.
Conhecendo uma entidade genuína ou seja os chefes exus.
Os chefes exus são entidades de extrema postura, imponentes, desafiadores; ficam frente a frente e olham nos olhos. São carismáticas, sábias, seus ensinamentos são surpreendentes e completos sua energia é transcendental e eletrizante. Suas oratória e gestos são poderosos, expressivos, demoníacos e livres sem redundância nos assuntos e termos. São detetives do plano astral sondam inimigos, projetos "secretos' e revelam com efetividade e precisão os fatos necessários, as atitudes a serem tomadas e as magias a serem utilizadas ou seja, tudo o que for do interesse do filho de fé para obtenção de méritos. Pedem sempre em seus despachos artigos e comidas e bebidas de "requinte".
Reconhecendo os obsessores (quiumbas).
Espíritos confusos as vezes falam em morte e desgraças o tempo todo são eles que são mandados para casa de inimigos e pessoas não queridas pelos quimbandeiros ou por quem encomenda algum trabalho. No todo emanam uma energia repugnante até mesmo em suas vozes, pois falam entre os dentes. Não possuem postura, olham para o chão o tempo todo e devido aos lugares trevosos onde vivem sua sabedoria é inexistente e falam de coisas do passado e de pessoas que trouxeram dores emocionais e pedem sempre putrefações em seus despachos.
O contato com os obsessores é chocante e trás sensação de muito medo a pessoas sensíveis, e por isso mesmo quando tentam imitar os chefes exus podem ter sucesso. São seres extremamente desgraçados, amargos, maliciosos revoltados e obsessivos. Quando é feito um trabalho no qual é liberado um destes por outros quimbandeiros ou por encomendas a vítima chega a vir no centro para se desfazer da manifestação deste espírito muitas das vezes o incorporado e tentam agredir de morte a vitima do feitiço. É necessário sempre pessoa preparada ao redor para contê-los e o chefe de terreiro vai conversar com este espírito ver o que ele recebeu para estar atuando naquela vida quem o mandou e o que ele quer para sair de lá. Ai então recebem o exu de cabeça que irá levá-lo embora para o devido local liberando a vitima deste vampiro espiritual para então cumprir com suas obrigações e tratos que fora feitos.
Estas duas explicações são básicas outros formatos podem ser manifestos, por isso a necessidade de extremo discernimento.
A quimbanda não é simplesmente mais uma das linhas existentes dentro dos cultos afro-brasileiros; suas influências não são somente bantu, nagô e yorubá. Também abrangem em larga escala vários aspectos da religião indígena, católica, o espiritismo moderno, a alquimia e mesmo o estudo da natureza fundamental da realidade e correntes orientais.
É importante lembrar que apesar de existir o sincretismo entre exu e o diabo os Exus são intermediários entre os orixás e os homens! Quanta confusão se faz com eles. Quantos lhe confundem, sem ao menos o conhecerem. Consta na 3º lei de Newton: "a toda ação corresponde uma reação igual, de mesma direção e sentido contrário". E como se Newton falava de exu quando formulou sua lei, pois ele é a reação! Ele é o sentido contrário! Ele é a força que equilibra e mantém a todos que o invocam no caminho de evolução!
O equilíbrio é alcançado quando conseguimos nos sobrepor às dificuldades pela vontade e aproveitamento das influências astrais ritualísticas. É fato que sem a ignorância não se chegaria ao conhecimento, sem a dor não se chegaria à cura e sem as trevas não se chegaria a luz. Exu é o momento inicial de tudo, onde a falta de conhecimento é superada pela evolução e então aparecem as soluções para os males.
Mas o Exu não é o diabo como muitos afirmam. Ele não é o sofrimento e nem a solidão. Ele é o vento, é o sorriso, é a rebeldia, é a luta pela vitória. Ele é a própria vitória e a alegria por tê-la conseguido. Ele é o trabalho e a evolução, é o respeito e a admiração. É a elegância, a arrogância, a cortesia, a gentileza, a dolência, a malemolência, a malandragem, é até mesmo o trabalho. Enfim ele é, o que se pedir para ele ser. Ele é o limiar da espiritualidade com a humanidade. Ele entende aos dois. Ele chora com a tristeza do filho e ri com a sua vitória. Ele bebe, ele fuma, ele dança, ele é a festa. Ele é exatamente como gostaríamos de ser ou já somos. Nos momentos de trabalho, trabalhamos; nas festas dançamos, sorrimos, nos alegramos somos e nos consideramos demônios ou diabos quando necessário ou para todo o sempre são os exus.
A pomba-gira, é a manifestação feminina do exu. São mulheres maravilhosas, que admiram a beleza, a festa e a música. Do ponto de vista da quimbanda, exu é entidade, não é divindade. Exu e pomba-gira, entidades de quimbanda, foram homens e mulheres que quando encarnados, amavam a noite, eram boêmios, indulgentes segundo o relato deles que por escolha ou determinação de outros planos desconhecidos, trabalham agora na espiritualidade, utilizando esta nova roupagem. Quem sabe o que nos aguarda quando as nossas faltas tivermos de pesar.
Exus Satânicos
Salvaguardamos várias confusões ao verificar que atualmente muitas pessoas pensam que a quimbanda é um culto "satanista", tendo aquele sentimento de dualidade aonde as pessoas vêem o bem e o mal em uma luta eterna confundindo a figura do diabo com tudo de ruim sem lembrar que ele é quem representa os sentidos e a liberdade de suas ações desde o princípio dos tempos. O conceito de polaridades, positiva e negativa não se encaixa no plano imaterial, o exu quer acordos e pactos. Ele tem seu preço e realiza seu trabalho. Isso não quer dizer o mesmo que atitudes, positiva e negativa mas sim jogos de interesses e trocas de energia.
Exu de fato é um ser satânico mais não da maneira interpretada pelos ignorantes e pelas famigeradas religiões da mão direita. Ele é satânico no mesmo sentido que os satanistas são. São estratégicos e ensinam como lidar com situações de guerras, amorosas e profissionais em fim todos os desafios que enfrentamos no dia a dia e não temos domínio completo. Se nossa visão é limitada é ai que eles ajudam no plano astral com sua energia imaterial junto à vontade do pai de santo e das pessoas envolvidas no terreiro. Os rituais são o inicio da materialização destas forças almejadas e por esta atuação pedem os exus seus salários, os despachos. Quem conseguir entender esta profundidade vai entender o por que me referi aos exus como sendo satânicos pois apesar de não serem o diabo dos cristãos são professores dos mistérios ocultos incorporados em carne humana.
É bom deixar claro também que o exu da quimbanda não é o mesmo exu do candomblé aonde ele é um orixá menor da cultura yorubá, o Exu da quimbanda é geralmente um Egum sendo que na maioria dos casos, assim como eles mesmo dizem, a alma de alguém que pertenceu ao culto, feitiçarias, orgias, matanças, conquistas e agora trabalha como mensageiro dos orixás. Segundo a Quimbanda, os espíritos, exus, com os quais estamos tratando hoje tiveram em sua maioria encarnações aqui na terra em finais do século XIX e princípios a meados do século XX e daí vêm muitos de seus costumes, suas vestimentas e comportamento.
Ainda na questão do sincretismo é muito importante frisar que os autores que até hoje discorreram sobre o assunto usaram um organograma básico para apresentar o que muitos pensam ser a verdadeira organização hierárquica da quimbanda mas é somente a cópia de um livro antigo de evocação e cultos da cultura ocidental que fala sobre os demônios, suas hierarquias e poderes, o “Grimorium Verum”. A formação da quimbanda teve uma forte influência dos escravos e índios que sincretizaram exu com o diabo por este ser “inimigo dos brancos” e por não aceitarem os santos católicos, identificando-se assim mais uma vez com o exército das trevas.
O Nascimento da Quimbanda
Com o advento da umbanda começou o trabalho de quimbanda em terreiros e isso deu sustentação firme aos trabalhos com os “compadres” exus que logo se popularizou, e assim formatou o atual culto da quimbanda. Na verdade pode-se dizer que a quimbanda como a conhecemos atualmente nasceu juntamente com a umbanda em 15 de novembro de 1908, pois uma linha completa o outra formando esta força que nos da vida e este reino cheio de luz.
A quimbanda esta organizada hierarquicamente em sete grandes reinos: as sete linhas da quimbanda, sendo que na quimbanda quem manda é o Sr. Omolu. O rei, coroado por oxalá, este delega os poderes aos exus chefes de falange. É importante lembrar que quando o exu, qualquer um deles, estiver incorporado no pai de santo, no dirigente dos trabalhos, ele esta trabalhando com a coroa e por este motivo é o chefe dos trabalhos da gira de quimbanda tendo liberdade de movimento entre os reinos através do contato com os outros exus presentes no trabalho. Trabalhar com os "compadres", exus requer muito respeito e consideração por parte dos dirigentes, médiuns e consulentes pois são entidades muito poderosas e de muita energia.
Espíritos Zombeteiros
Enfim os exus são magos astrais conhecedores e mestres das artimanhas. São indulgentes, sabem o valor da liberdade, são brincalhões e adoram colocar temor naqueles de que nada sabem e que em nada vão acrescentar. Por isso em todas as minhas publicações tenho dito que é necessário um profundo conhecimento e intimidade com estas entidades para não ser enganado por espíritos zombeteiros que ao invés de alertar e ensinar as mandingas e feitiços mantém na mais pura enganação os invocadores despreparados. E não somente isso mais assim extraem deste energia vital para todo o tipo de despachos levando o mesmo a uma servidão sem fim. Os espíritos zombeteiros são exatamente como aquelas pessoas que vivem nas ruas mentindo se dizendo feiticeiros cartomantes e toda esta casta que vivem tentando adivinhar circunstâncias da vida pessoal de suas vitimas.
Muita vezes os zombeteiros já estão acompanhando as pessoas e por isso sabem fatos particulares da vida da mesma e então quando encontram médiuns, as vezes um amigo ou amiga da vitima eles incorporarão nesta pessoa e começam a dizer fatos particulares e que precisa se fazer um despacho e que depois disto tudo vai mudar. Muitas das vezes esta mudança realmente acontece por que ai o espírito o abandona e passa a acompanhar o médium não desenvolvido onde terá mais energia e possibilidades de manifestações e adorações. E então o médium inconsciente de sua mediunidade pela suas forças intuitivas ao perceber que as coisas não andam bem depois que aconteceu a primeira incorporação procurara defesas em casas do gênero ou pessoas mais experientes.
Estas ações dos espiritos obcessores são presididas pelos exus que na verdade tem o intuito de trazer ao local certo tanto o médiun inexperiente para o desenvolver e também os obsessores que ao realizarem seus trabalhos acabam voltando as calungas.
Conhecendo uma entidade genuína ou seja os chefes exus.
Os chefes exus são entidades de extrema postura, imponentes, desafiadores; ficam frente a frente e olham nos olhos. São carismáticas, sábias, seus ensinamentos são surpreendentes e completos sua energia é transcendental e eletrizante. Suas oratória e gestos são poderosos, expressivos, demoníacos e livres sem redundância nos assuntos e termos. São detetives do plano astral sondam inimigos, projetos "secretos' e revelam com efetividade e precisão os fatos necessários, as atitudes a serem tomadas e as magias a serem utilizadas ou seja, tudo o que for do interesse do filho de fé para obtenção de méritos. Pedem sempre em seus despachos artigos e comidas e bebidas de "requinte".
Reconhecendo os obsessores (quiumbas).
Espíritos confusos as vezes falam em morte e desgraças o tempo todo são eles que são mandados para casa de inimigos e pessoas não queridas pelos quimbandeiros ou por quem encomenda algum trabalho. No todo emanam uma energia repugnante até mesmo em suas vozes, pois falam entre os dentes. Não possuem postura, olham para o chão o tempo todo e devido aos lugares trevosos onde vivem sua sabedoria é inexistente e falam de coisas do passado e de pessoas que trouxeram dores emocionais e pedem sempre putrefações em seus despachos.
O contato com os obsessores é chocante e trás sensação de muito medo a pessoas sensíveis, e por isso mesmo quando tentam imitar os chefes exus podem ter sucesso. São seres extremamente desgraçados, amargos, maliciosos revoltados e obsessivos. Quando é feito um trabalho no qual é liberado um destes por outros quimbandeiros ou por encomendas a vítima chega a vir no centro para se desfazer da manifestação deste espírito muitas das vezes o incorporado e tentam agredir de morte a vitima do feitiço. É necessário sempre pessoa preparada ao redor para contê-los e o chefe de terreiro vai conversar com este espírito ver o que ele recebeu para estar atuando naquela vida quem o mandou e o que ele quer para sair de lá. Ai então recebem o exu de cabeça que irá levá-lo embora para o devido local liberando a vitima deste vampiro espiritual para então cumprir com suas obrigações e tratos que fora feitos.
Estas duas explicações são básicas outros formatos podem ser manifestos, por isso a necessidade de extremo discernimento.
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